terça-feira, abril 24, 2007

desempenho VS performance

« grito em'Mim »


| 9ª semana |

2ª feira

desempenho...

Será isto uma performance ou um desempenho?
é uma e a mesma coisa?


" dois desempenhos "



iniciei ambos os "desempenhos" com um exercício de relaxamento

" 1º desempenho
  • deitada (sinto o corpo mais liberto, menos pesado)
  • tentei encontrar a música
  • tentei que ela entrasse em mim
  • os movimentos não estavam coordenados com a música
  • o próprio SOM estava em descoberta
  • pouca sintonia
  • corpo fraco
  • corpo feio
  • corpo parado
  • corpo pesado
  • imagem desinteressante


Quero algo esteticamente agradável

" 2º desempenho
  • de pé
  • o corpo estava disperso
  • de olhos fechados tive medo de me magoar (o chão tem vidros)
  • o edifício obriga-me a ficar de pé
  • o corpo esteve mais coordenado com o som
  • libertei
  • soltei
  • gritei
  • fiquei exausta
  • o 2º desempenho está mais perto do fuga de um grito

O som quando entra é violento,
quando sai é nada, é vazio

A estrutura não está definida, vejo-me numa estrutura improvisada,
por outro lado, existem duas coisas bem definidas:
o ponto de partida sonoro e físico.



fotografia | João Lopes Cardoso


já tenho um possível tempo, 15 a 20 minutos



quarta-feira, abril 18, 2007

Quero ser corpo sem mente

Ponto de situação

Hoje olho para a minha “coisa” e vejo-me
mais perto de uma possível performance.


(eu sem mim)

É provável que não mostre
a solução final... mas sim um caminho.

Há duas questões importantes para
pensar e resolver.

  • O tempo da performance
  • Qual o ponto A e B


O tempo da apresentação performativa ainda
não está definido... terá de ser limitado?
Por outro lado, já tenho um possível ponto de partida...
sentada na mesa ou deitada no chão?


O corpo é o espaço a ser explorado


Quero explorar a questão do corpo vivo e morto,
enquanto extremos de percepção.

Revejo-me numa solução de movimentos diários...
calmos e tropeços, para conseguir tocar na
desmaterialização do ser.

Pretendo explorar o impulso que
me movimenta e me faz morrer.


A meu ver, o ser humano não está sempre em Grito,
por outro lado, há pessoas que se vêm sempre assim.
E a representação da morte, é um grito calado?

A morte ou a passividade é algo que quero representar.
Imagino a representação da passividade através
de um corpo neutro manipulado,
como se fosse uma marioneta.

Por outro lado, gritar em movimento,
mesmo que parada é uma das essências do Fuga.


"De olhos fechados quero ser o corpo sem mente"

Quero sentir o corpo tal como ele é.
É óbvio que é difícil de sair da mente,
mas quero substitui-la pelo grito.

Gritar em mim é o processo prático criativo e talvez o nome ideal para
“a minha coisa”, embora a “minha coisa” não seja só Grito em MIM,
pois tem mente e intimidade, ou seja, tem Fuga em’Mim.

Fuga de um grito divide-se em dois

A FUGA e o GRITO

A FUGA é a fuga de uma essência que
desejo que o público toque...

Isto é,

quando sinto que uma peça cabe em mim...
é porque consegui tocar nela, e encaixou em mim.
Sentindo-me completa!
É isso que eu quero que as pessoas sintam...
A Fuga é a essência artística,
passada em Grito.

O GRITO, por sua vez, é o acto criativo.

Acredito que só GRITAREI em mim,
quando me sentir exausta.
De modo a sentir o corpo e o grito num só
.

???

Será que algum dia chegarei ao grito? E à fuga?

A fuga poderá ser ou não atingida pelo público...
e o grito, poderá ou não ser atingido por mim?


Será que estes dois “conceitos” poderão
ser sentidos individualmente ou um condiciona o outro?

Será que conseguirei atingir o público,
sem ter chegado ao Grito?


Ou

O público consegue tocar na fuga
sem eu saber que estou em Grito?

Ou

O público só sentirá a fuga se eu estiver em Grito?

O público, poderá dizer que sentiu algo...
e esse algo pode ser falso.
Falso para mim?
Ou para eles?...

Fico por aqui... Preciso de "per formar" para descobrir...


terça-feira, abril 17, 2007

Grito em MIM no solo


Juntando a improvisação da 1ª aula
e as substâncias estranhas do armazém...
vou tentar abandonar o corpo.



O solo é rico em texturas... e sujo na cor.

Necessito de me abandonar naquela sujidade...
de modo a incorporar melhor o impulso do corpo morto e vivo.
Vamos ver se consigo... os próximos dias esperam-me.


Fugas, MiM's e Gritos

Fuga em MIm,
Fuga de um Grito
ou
Grito em Mim?


As pessoas andam confusas!
Não entendem porque razão o meu projecto se chama
Fuga de um Grito e por vezes Fuga em Mim...

Fuga de um Grito é o projecto, o resultado.
Fuga em'Mim é o local onde ME recolho,
bem como o nome deste blog.

Para fazer o Fuga de um Grito,
tenho de olhar para dentro de mim... e fazer uma Fuga em MIM.

Por outro lado, iniciei o Grito em MIM
que é o desenvolvimento prático do projecto em si.
Tudo o que descubro na prática está a ser
produzido em GRITO realizado por MIM


2ª aula Grito em MIM


13 de Abril
Local: Armazém


A 2ª aula foi muito idêntica à primeira,
com a particularidade de ter sido no local da apresentação pública

Antes de mais é necessário realçar que descobri que
provavelmente não terei a minha peça concluída no dia da apresentação...
talvez irei finalizar noutra altura...

Não sei se a falta de tempo é um motivo...
apenas sei que é um projecto de conhecimento,
e que por isso demora o seu tempo.

Na tentativa de improvisação...
voltei à procura de um ponto A e B.

O ponto de partida foi
esta mesa aqui...

O ponto B um local indefinido.

Iniciei sentada na mesa...

Desta vez a improvisação foi feita de pé.
Fechei os olhos... não consigo sentir o corpo de olhos abertos.

"O olhar faz ruído no corpo."

Como gostei da improvisação da 1ª aula..
tentei criar o corpo morto/vivo ao alto... mas foi muito difíci
l.

"O solo dá-nos espaço... o ar dá-nos o vazio.
não me consigo sentar no vazio!"


Em conversa com... e a Mestre

11 de Abril
Local: rota do chá

Em substituição de uma aula,
Eu e o João fomos discutir a minha "coisa"


Disse-lhe que abandonei o meu projecto por uns tempos,
porque estava a ficar obcecada.
O fuga de um Grito estava por todo lado... achei que seria um exagero...
e tive de me ausentar, para não me desviar do motivo que me trouxe até aqui.
Achei curioso saber que artistas que não separam
a ARTE/PROJECTO da sua VIDA

Não querem e não conseguem distinguir uma coisa da outra. está tudo no mesmo.
É uma maneira de estar e de viver.



Após ler o projecto o João
disse qualquer coisa do género:

"O projecto é tão teu,
tão íntimo que não
entendo porque queres mostrar aos outros!"


Existe arte, quando criamos algo só para nós?

Segundo sei deve existir 3 elementos
O artista criador, a Obra e o Receptor.

será verdade? ou são apenas teorias?

Após uma longa conversa... o João disse-me que falou
com a Margarida Mestre sobre o meu trabalho.
Margarida Mestre,
para quem não sabe,
é uma das minhas referências.
Se a trouxer ao Porto,
"corro o risco" de ela
TOCAR na minha "coisa"

Aqui fica um excerto da fantástica peça que fui ver!

"Fuga em MI menor"

"Sabia-se de como se escondia, de como fugidia e vadia,

subia ao mais alto ponto que no lado oposto decaía, descaía...
Descaía dia após dia. Derretia.

Queimava e depois derretia, dizia...Dizia-se!
Sabia-se...
Sabia-se que chegava e depois partia, sentia e ía.

Sabia-se que existia...
Que se deitava e levantava, comia e dormia, chorava e ria.

Dizia-se que não se via.
Transparecia, dizia...Dizia-se!
Sabia-se..."


1ª aula do GRITO em MIM

9 de Abril
Local: Palácio de Cristal
Música: Kings Of Convenience

Grito em MIM


Estaria eu à procura da técnica?

conhecemo-nos sentados...
falamos sentados...
falamos a segunda vez sentados...
à terceira vez deitados...
desenvolvemos o meu/dele e nosso projecto deitados...
e assim iniciamos a primeira aula.


"Hoje vais tentar conhecer o teu corpo...
desde os membros, às articulações..."


Sem me conhecer... ele não me pode ajudar!

A primeira aula iniciou-se com um relaxamento total do corpo.

"O corpo tem de colar ao chão"


exercício


O João moveu os meus braços, mãos, pernas, ancas, cabeça...
de modo a encontrarem-se totalmente neutros.

O corpo morto... é uma questão que quero abordar.



exercício


Relaxei tanto que não me conseguia mexer.
Eu tentei mover, com a mesma leveza, os braços, as mãos,
as pernas, as ancas... sem tentar exercer grande esforço.
É difícil, os músculos ficam tensos.

ainda faltavam 10 minutos.


exercício

(livre)


Ir de um ponto A a um ponto B
Gostei deste exercício. Deu-me liberdade para me exprimir.
Tentei manipular-me enquanto corpo vivo e morto.
Quase como se existisse um
impulso que me movesse e que depois morresse!
de olhos fechados...
O "chão relvado" foi o espaço de exploração.



segunda-feira, abril 16, 2007

Em conversa com...


Quando uma pessoa está sempre em GRiTO...
é porque estamos a falar de um futuro
grande jazzista português.

Ele fala com as TECLAS...


Renato! o homem que me confundiu.

"falta realidade no teu projecto" disse ele.

Segundo João Costa:
"se uma pessoa está sempre em Grito nunca vai conseguir que as pessoas o ouçam".

Empolgada com a minha "coisa", procurei o Renato.
O seu Ego de artísta fez-me pensar que me poderia ajudar.
Confundiu-me na verdade!

O Renato acredita que a minha mente tem tudo.
Mas preciso de exteriorizar, e como não
tenho conseguido... acredita que "falta realidade".

Assim sendo ele aconselhou-me a fazer
o projecto todo sozinha...
desde a música à dança.

OU

Falar com o João Costa e com
o André de modo a eles exteriorizarem
o projecto por mim.


Já que eles têm os mecanismos necessários
para a concretização do mesmo.

Embora compreenda a perspectiva do Renato, quero que as
pessoas percebam que esta "coisa" é minha.
Não pretendo ser apenas a mente.
Quero ser mente e criadora de modo a exteriorizar aquilo que é meu.
Até posso ter um óptimo bailarino ao meu lado,
mas por muito que me faça entender...
é complicado pôr uma pessoa a exteriorizar o que eu sinto.

Será que me faço entender?

Em residência em Torres Vedras

O workshop "Vou a tua Casa"


Dava a possíbilidade de alguns alunos serem convidados para
participarem na "Oportunidade do espectador" um projecto
que se irá realizar em Outubro deste ano,
no festival A8 em Torres Vedras.

Pois bem, o projecto

"Fuga de um Grito" e a autora deste mesmo "EU"

fomos convidados, para participar neste Festival.

Obrigado Roger!




Fuga de um Grito faz comichão aos ignorantes.

Após longas semanas sem escrever,
faço hoje uma pausa no silêncio e revelo o que se passou.


Dia 19 de Março foi a
2ª apresentação à turma

da minha coisa

O fuga de um GRITO tem um longo percurso
e lamento ter dito tão pouco.
Mostrei pouco e resumi muito.
As pessoas não conseguiram TOCAR NELE.
O facto de não tocarem...
fez com que a maioria das pessoas, não compreendesse.

Umas riram-se, outras criticaram, outras ridicularizaram...
outras acharam completamente descabido, principalmente ...

Quando ponderei estar em Life-zone ou
até mesmo em Performance.

Será que sou louca? ou as pessoas inacessíveis?

Reparo hoje, que quando alguém se empenha
realmente em algo que gosta, e torna essa "coisa"
o centro da sua vida, torna-se polémico, torna-se
constrangedor para quem recebe.
Talvez porque as pessoas não tem essa capacidade de se entregar
e de produzir à volta da sua vida.

Onde está o gosto pela Arte?

"Ouvi dizer que estavas armada em Artista!!!",
(...) "cheia de conceitos..."
e de seguida pergunta...

"Afinal... o que é o teu projecto?"

A crítica foi gerada... mas a curiosidade,
tornou-se ainda maior, assim vejo que o
Fuga de um grito faz comichão aos ignorantes!

As pessoas quando não sabem, criticam...

(Antes que me esqueça... tenho uma fuga lumínica para vos mostrar...)

domingo, março 18, 2007

Significações cheias de significado

SIGNIFICAÇÕES cheia de significado.


O que significa dança?, performance?, coreografia?,
body art
?, site-specific? e body-specific?

DANÇA
Acto de dançar; série de movimentos cadenciados,
geralmente ao som da música, baile...

DANÇAR
Mover o corpo segundo regras de dança, oscilar,
saltar, executar determinada dança.


COREOGRAFIA
Arte de compor bailados; arte de dançar; concepção de um bailado,
em particular, determinação dos passos, atitudes e poses de bailarinos.

A palavra coreografia deriva (Do gr. Khoreía, «dança» + gráphein, «escrever», pelo it. coreografia)


PERFORMANCE
Actuação, desempenho, realização, proeza

PERFORMER
Executante, intérprete, actor, artista, músico...

BODY-ART e/ou BODY-SPECIFIC
Arte do corpo, está associada à arte conceptual e ao minimalismo.
É uma manifestação das artes visuais onde o corpo do artista
é utilizado como suporte ou meio e expressão (corpo especifico).

SITE-SPECIFIC
É a concepção de um objecto artístico (instalação por exemplo) para um local exacto.


< REFLEXÃO >

Estas significações fazem-me ver, que a dança nada tem haver
como meu projecto (por isso não a posso pronunciar).
A coreografia por sua vez, tornou-se muito mais significativa no meu trabalho.
Dela retiro a dança e a escrita.
A performance passa a ser o objecto em si mesmo.
A performance passa a ser o objecto que desejo.

"A minha performance depende da minha performance (desempenho)"


A performance, por sua vez depende do meu Body-specific,
pois irá ser o suporte da expressão e o espaço o local onde me irei movimentar.

sexta-feira, março 16, 2007

"O meu projecto controla-me a MIM"

Fuga musical

Este vídeo é resultado de uma mera experiência que por um impulso maior foi filmado, sem qualquer intenção. o espaço é este e o som uma experiência interessante.

Apercebo-me HOJE que não sou EU que controlo o meu projecto.

"O meu projecto controla-me a MIM!"

O meu PROCESSO/PROJECTO está a ser fruto da sua própria experiência e está a tornar-se autónomo.
Quase como se tivesse vida própria.

quinta-feira, março 15, 2007

Fuga de um grito

Experiência de uma fuga musical

quarta-feira, março 14, 2007

"Compreender implica concordar"

Fugas aos meus medos...



segunda-feira, março 12, 2007

Talvez já esteja em performance...

Quando o Rogério me disse que já está em performance
à três anos... achei um tanto descabido, mas hoje compreendo.

Após a aula de Artes Globais Vejo que o meu PROCESSO é o meu projecto.
O
Fuga em Mim - O GRITO! é a necessidade de falar e explicar o que se passa comigo, bem como tudo o que o projecto transporta.

"Concretizo o projecto a partir do momento em que me proponho a falar dele publicamente."


"Por favor, não me confundas mais..."

Ao contrário do que eu julgava, a longa tarde que tive com o João (bailarino) não obtive nenhuma resposta, mas sim MUITAS questões...

"Por favor, não me confundas mais..." dizia EU.



Na verdade, o João não sabia o que lhe esperava naquela tarde...
Chegou cheio de incertezas sobre o seu Processo/Projecto pessoal..
e que por isso (julgava ele) que poderia fazer muito pouco por mim..


Ele também queria saber o que realmente necessitava o meu projecto.
De que modo me poderia ajudar??

falamos falamos falamos... e cada vez mais questões surgiam.

Olhamos para o palco aberto...

Onde está o público?

Onde está o André?
(o seu posicionamento)

Onde estás tu, quando o público entra?

O corpo tem de estar lá... (descobrimos)


O espaço segundo o João é muito grande e por isso é necessário fazer
alguns exercícios relativos ao espaço.

  1. A luz enquanto motor da minha deslocação no espaço
  2. Tinta como motor da acção/deslocação no espaço
  3. Simplesmente sentar-me no espaço e senti-lo com e sem música
  4. Sentar-me ao lado da tinta aguada e ver no que resulta
  5. O espaço é fixo?
  6. A relação entre mim e tudo o que encontro
  7. O que encontro nas poças de vinho?
Agora sim... vou sentir o espaço e acima de tudo, compreende-lo.

Escrevi aquilo que não sabia que ia escrever...


Cada vez mais acredito que este projecto só faz sentido se outros "Tocarem" nele.
embora seja meu... esse "meu tão íntimo" passa a ser vosso. Quase como se cada pessoa tivesse a necessidade de ter uma FUGA igual a esta.


O olhar dos que olham para mim

Interessante será pensar como é que o público irá VER/SENTIR a minha PERFORMANCE...
Assim, fiz uma pesquisa fotográfica "life-zone",
do modo como o André e o João me viram naquela espaço...
Poderá ter sido uma visão intencional ou não... mas a verdade é que foram os seus olhares que viram.

Não será isto já uma performance?

(fotografias by João)

(fotografias by André João)

domingo, março 11, 2007

Sentir O ESPAÇO

Esta semana fui para o armazém...
esperei que o espaço se entranhasse em mim...
não sei se isso aconteceu...
mas foi bom, ver o que já tinha visto e descobrir coisas novas.

Não fui a única a SENTIR o espaço... tive duas pessoas que
me acompanharam em dias diferentes.

O André (não violoncelista)


Ao contrário do que eu julgava, não houve violoncelo...
ele agarrou-se ao microfone e fez uns sons estranhos que cabiam perfeitamente no meu projecto.
Num canto fundiu-se no espaço sem eu nem ele nos apercebermos...

O João (fotógrafo assumido)

Por mero acaso, acompanhou-me na descoberta do "Sentir" e ele também sentiu.
Ele queria descobrir o seu novo brinquedo (nikon D200) e a luz do armazém...

Vejam o que aconteceu...

http://fotologue.jp/jalc


segunda-feira, março 05, 2007

Life-zone

EIS o que descobri!
Após uma aula dedicada a Yves Klein reparo que o uso de tintas
levaram-me ao encontro da Life-zone
(conceito ainda em estudo)
Após longos anos a praticar life-zone só hoje é que reparei que pratiquei tal "coisa". Life-zone procura aquilo que à partida não sabemos que procuramos.
O objectivo é mesmo esse, é fazer algo sem saber que se está a fazer
(em processo).
Recorri muitas vezes à pintura, quase como uma briga.
Em cada tela que elaborei existe sempre a mesma marca, a cor VERMELHA.


Na procura de algo significativo, encontrei um livro de YVES KLEIN que tinha a mesma particularidade que eu (ou eu a dele), o uso da cor AZUL.

Aí necessitei de fazer uma anthropometry,
sem saber que seu nome era este.

(anthropometry de Yves Klein)

Para além de uma anthropometry, criei uma tela chamada "Furia", toda pintada com as mãos.
A necessidade de CRIAR era intensa
(tal como a necessiade de criar esta "coisa" chamada fuga de um Grito).
Nesta procura vi a necessidade de abandonar os pinceis e aproveitar
o meio que me faz pintar e daí libertar... as mãos.
Para além do uso das mãos , já usei o corpo... e sempre na necessidade de criar e descobrir
... tal como a essencia do fuga de um GRITO.

Já estaria em processo?
claro que sim... por isso auto-biografia.

O uso das tintas ainda é um enigma,
mas em contra-partida... revejo-me no trabalho de Klein,
principalmente após descobrir que para além de pintor foi também performativo.



"sentir o espaço"

Hoje é o primeiro dia para "SENTIR O ESPAÇO".
A duração deste SENTIR vai-se estender por duas longas semanas...

(Rogério by eu)

sentir o que quero dizer...
sentir o que vou descobrir...
sentir o que não esperava sentir... para descobrir "a coisa"

é um SENTIR que irá fazer uma fusão do espaço em mim e eu nele.


segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Ponto de Situação

Após uma experiência de quatro dias em workshop
resolvi METADE dos meus problemas e dúvidas

Agora sei:
  • Vai ser uma performance ao vivo
  • Tenho o armazém disponível durante 3 meses
  • Muito mais que uma obra artística vou ter uma auto-biografia

É necessário saber:
  • Se vou usar tintas ou objectos
  • Se vou explorar um único espaço ou divagar por ele
  • Qual a melhor estrutura

Próximos passos:
  • Sentir o espaço
  • Tirar fotografias ao espaço
  • Estudos de SOM
  • Estudos do LUZ

Entre DOGMAS e Conceitos

De 32 conceitos do "Vou a tua casa"
5 + 1 fazem parte do FUGA de um GRITO.


Auto-biografia
Body-Specific
Site-Specific
Presente
Vida
+
Efémero
(conceito extra)


Na necessidade de explicar o porquê...

AUTO-BIOGRAFIA

Debruço-me mais na minha auto-biográfico do que na criação de uma qualquer forma conceptual

BODY-SPECIFIC
O corpo é a minha ferramenta primordial para a desmaterialização de um ser

SITE-SPECIFIC
O espaço é essencial para a realização desta performance

PRESENTE
O "presente" e o "agora" estarão intrínsecos na performance enquando improvisação, só o momento irá ditar a verdade

VIDA
A minha vida irá ser o palco da acção. Despida de preconceitos,
revelando o que de mais puro existe em mim.

+
EFÉMERO
A improvisação e uma estrutura do "acto único" são palavras que complementam a acção daquele dia.
O efémero está patente e dará forma à memória dos que vão ver e não voltar a rever.

a coincidência veio ter comigo

Já vos aconteceu a "referência" vir ter com vocês?
Hoje e cada vez mais... acredito que não há coincidências.
Eu vivi com uma referência na minha mente inconsciente.


No momento mais inesperado essa referência convive comigo... e exactamente no acto final, mesmo ao ir embora, ELA revela-se.
A "referência" que outrora me ajudou e me fez "encontrar" mais um bocadinho,
era a "referência" que num momento mais antigo me fez baloiçar entre o digital e a dança.

Essa referência fez-me acreditar que as Artes Digitais são realmente
o meu Mundo e que só assim faz sentido


SWAP, uma peça de e com João Costa :)


Auto-biografia

Quando a vontade de falar está presente...
e a mente me obriga a contar tudo o que se
passa em meu redor, ou simplesmente falar dos meus
sentimentos mais estranhos entranhados em mim...

Então é porque estou diante de uma auto-biografia,
que será representada de uma qualquer forma artística.

Julgava que o artístico tinha vindo ter comigo, mas eu é que fui ter com ele.


Mas... como é a minha auto-biografia?
é tudo o que penso e faço?
ou tudo o que sinto?

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

os "REs"

Mais importante que saber fazer uma pergunta
é conhecer a resposta que está embutida na pergunta.


Para a processo/ resposta do projecto Fuga de Um Grito tenho duas questões:


1. Qual é o espaço onde vou desenvolver a performance?
A resposta é ESPAÇO.


Isto é, a palavra ESPAÇO passa a ser o centro de todo o meu projecto.
Sem espaço nada feito.


2. Será que tenho a capacidade de dançar? A resposta é DANÇAR.


Aqui descobro, que qualquer pessoa pode Dançar e criar.
Desde que a sua intenção mais pura seja essa.
Tenho de ser Honesta comigo e verdadeira com o espectador.

"Joana se é mesmo isso que queres, esquece os outros".
By Rogério.. mas sê verdadeira com eles.


Não é necessário aprender, é necessário libertar, entrar em processo e dar respostas...
é necessário Saber o que quero dizer e acima de tudo o que quero Viver.

é necessário abstrair-me das referências e "RE"criar algo de novo. Necessito de me "Re"enquadrar na história que criei e "Re"descobrir-me enquando autora*

Necessito de "RE" descobrir o Grito,
não posso fugir da ideia originária que me trouxe até aqui.

"Estou em Processo"

A partir do momento que assumo que quero fazer a "coisa"... começo o "processo".
Hoje, agora e neste preciso momento estou em processo...

a cabeça trabalha...


Mas é necessário trabalhar as IDEIAS que vêm ter comigo...




"EIS o que aconteceu"


Hoje aprendi:

  • A fazer perguntas
  • A fazer perguntas com respostas na pergunta
  • o que é "A coisa"
  • aprendi o que são as Ideias
  • o processo e a resposta são a mesma coisa



encontrados anónimos

"Vou a tua casa" é um workshop
que me está a ajudar a encontrar no meu projecto, quase como uns
"ENCONTRADOS anónimos"

É necessário estarmos "encontrados" no mundo e no nosso próprio mundo"

(desfoque)

Reparo também, que o dia de ontem e hoje reforçam as ideias que o professor Helder me lançou.
Joana precisas: - Limpar - Estruturar - Saber

Limpar o que não interessa,
criar uma estrutura com buracos performativos
e principalmente saber o que queres mostrar.

Após isto... e com o "vou a tua casa" hoje estou

QUASE...

(foque)

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

encontrei o motivo

Já sei porque criei este blog.

"O sujeito na procura de si mesmo deve procurar-se ao espelho das suas
experiências e das suas obras."
by
Georges Gusgorf

Eu fiz isto... antes de saber que era assim que devia ser feito.
O meu inconsciente e o meu inconsequente tem destas coisas.

"Aquecer as Ideias"

Lembram-se daquela famosa frase "vou esfriar as ideias?"
pois bem, foi necessário ir ao banho para, não esfriar,
mas sim "aquecer as ideias".

Elas já existiam, mas não estavam cozidas.

Hoje estou cheia delas... e não consigo parar.